“Diário de uma estrangeira numa terra que também foi sua”, de Virginie Laffon, é o nome da exposição de fotografia que vai estar patente na Galeria do Espírito Santo, 5 a 30 de setembro.

A mostra é composta por cerca de 60 imagens que retratam meio século de memórias e vivências da autora na vila da Amareleja. A exposição celebra as suas gentes, a cultura e a identidade alentejana através do olhar sensível da antropóloga francesa. A ligação de Virginie Laffon a Portugal teve início no princípio da década de 1970, em Paris, onde estabeleceu amizade com jovens portugueses emigrados. Depois de viver de perto a Revolução de 25 de Abril, em Lisboa, viajou até à Amareleja, motivada pelo seu trabalho de investigação e pelo fascínio pela riqueza do cante alentejano. Na vila, encontrou uma comunidade que a acolheu de forma calorosa, dando origem a uma relação de proximidade, afeto e cumplicidade que perdurou ao longo de cinco décadas. As fotografias agora apresentadas refletem um olhar atento, humano e profundamente sensível sobre o quotidiano, as tradições e as pessoas da Amareleja. Mais do que um registo documental, esta exposição constitui uma sentida homenagem à comunidade que a recebeu e inspirou ao longo de cinquenta anos de visitas, partilhas e convivência.

A exposição “Diário de uma estrangeira numa terra que também foi sua” pode ser visitada na Galeria do Espírito Santo, em Moura, entre 5 a 30 de setembro, de terça-feira a domingo, entre as 09:00 e as 12:30 e as 14:00 e as 17:30.