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Santo Aleixo da Restauração

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LOCALIZAÇÃO

A freguesia de Santo Aleixo da Restauração é a freguesia que mais dista da sede do concelho (cerca de 27 Km) e encontra-se a fazer fronteira com Espanha, aspecto que em muito contribui para as características da população. Santo Aleixo da Restauração distribui-se territorialmente por 17953 hectares, onde se insere parte da Herdade da Contenda, e é a segunda maior freguesia de Moura.
Crê-se que Santo Aleixo foi habitado 3 a 4 mil anos a.C.. Prova disso está nas Antas ou Dolmens e pedras tanchadas existentes na região. Outro facto que nos leva a acreditar na existência de outros povos são as relíquias paleolíticas e neolíticas que aqui foram encontradas.
Em 1252 já Santo Aleixo devia existir. Chamava-se então Campo de Gamos e era habitado por lavradores de Noudar e de Moura. Santo Aleixo da Restauração é considerada aldeia heróica da restauração de Portugal devido aos grandes acontecimentos da Guerra da Aclamação, nomeadamente nos combates de 6 de Outubro de 1641, 12 de Agosto de 1644 e 31 de Maio de 1704, em que os Castelhanos atacaram a aldeia e os seus habitantes se defenderam heroicamente. Por Decreto nº 41093, publicado no Diário do Governo nº 102 – I Série – de 3 de Maio de 1957, a freguesia de Santo Aleixo, concelho de Moura, passou a denominar-se Santo Aleixo da Restauração.

caracterização

Em 1981, Santo Aleixo da Restauração tinha 1 557 residentes, número que diminui para 1 086 habitantes em 1991. O decréscimo populacional continua a verificar-se, tendo sido verificados 842 habitantes na freguesia durante o recenseamento realizado em 2001. É uma das freguesias rurais de Moura com maior mobilidade populacional, traduzindo-se numa constante diminuição e envelhecimento dos seus residentes.
Em termos económicos, tal como acontece nas restantes freguesias rurais do concelho de Moura, a agricultura e a pecuária sustenta a principal base económica dos seus habitantes, sendo de ressalvar a olivicultura e a pastorícia. Ainda relacionado com este facto, Santo Aleixo da Restauração possui uma cabrada comunitária composta por cerca de uma centena de animais. Também o artesanato é aspecto importante, salientando-se rendas e bordados, cestaria, cadeiras e sapataria.

património

Santo Aleixo
da Restauração

convento da tomina

Em Santo Aleixo podemos encontrar vários monumentos de interesse histórico:

Convento da Tomina
fundado em 1709 pelo Padre Manuel de Jesus Maria e extinto em 6 de Fevereiro de 1840 (em ruínas e local de difícil acesso).

A Igreja Matriz
Monumento Nacional, cuja reedificação data de 1734.

Obelisco
em memória dos defensores de Santo Aleixo, inaugurado nos centenários da Independência da Restauração de Portugal em 1940.

Antas
ou pedras tanchadas na herdade da Negrita.

Capela de Santo António
Arquitectura religiosa, Moderno;
Capela da Negrita – Arquitectura religiosa, Moderno.

Igreja Paroquial de Santo Aleixo
Arquitectura religiosa, Moderno.

Numa zona fronteiriça, entre Santo Aleixo da Restauração e Aroche, junto ao Ribeiro de Pai Joannes, num local conhecido por sítio da Tomina, fundou Manuel de Jesus Maria, em 1686, um Convento que ficou conhecido por Convento da Tomina.
Para a constução deste cenóbio, muito contribuiu a população da área (especialmente a de Stº Aleixo da Restauração) que, prontamente se disponibilizou para destruir parte do rochedo existente nesse local, construindo sobre ele o edifício. A obra levou poucos anos a concluir e, não existindo qualquer imagem de Nossa Senhora no convento, este recebeu então a oferta de uma imagem de Nª Srª das Necessidades feita por Dª Isabel Xara, de Moura, imagem á qual se atribuem vários milagres e que ainda é muito venerada.
Em 1709, por decisão de D. João V, o Convento da Tomina ficou adstrito á Congregação dos Clérigos Regulares dos Doentes, chamados clérigos agonizantes, cuja principal missão consistia na assistência aos moribundos.
Daqui saíram os religiosos que fundaram os conventos de Nª Srª do Alcance em Mourão, Nª Srª de Sacaparte, em Alfaiates e de S. Pedro de Arronches.
Célebre ficou o mandato de destruição do Convento da Tomina por D. Pedro II, facto originado em questões relacionadas com ofertas efectuadas a Nª Srª da Conceição. De destacar que a população impediu a destruição do edifício, fazendo com que D. Pedro II voltasse atrás na decisão tomada. Para se redimir, D. Pedro II ofereceu ao Convento da Tomina um conjunto de paramentos riquíssimos, trabalhos chineses especialmente encomendados, composto por: três casulas, uma capa de asperges, um véu de ombros, uma dalmática, um pálio, bolsas de corporais, panos de estantes e três frontais elaborados em damasco branco com guarnição vermelha.

EQUIPAMENTOS

  • Casa do Povo de Santo Aleixo da Restauração

  • EB1 de Santo Aleixo da Restauração

  • EB2 de Santo Aleixo da Restauração

  • Correios

  • Posto de Medicamentos

  • Extensão de Saúde

  • Centro Paroquial e Social de Santo Aleixo da Restauração

  • Centro Cultural Arlindo Caldeira

  • Casa Mortuária

TRADIÇÕES

Festas de Santo António: 1º fim de semana de maio

Festas de Santo Aleixo: 17 de julho

Festa da Tomina: último fim de semana de agosto




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